25 de julho de 2010

Passado presente

Quando lembro das tuas palavras, sinto como soam nulas, inacabadas. Do seu sorriso, eu não sinto mais nada.
Vendo o teu rosto, teus olhos, percebo como nunca pertenceram a mim.
Em um passado muito presente, acreditei que lembrarias de tudo, que pensarias em nós com a mesma doçura pela qual pensei um dia.
Hoje percebo que tudo não passou de uma ilusão, alimentada muitas vezes por mim mesma; Talvez eu nem quisesse tanto que penasses em nós, que lembrasses de mim. Talvez eu nem quisesse tanto que tu fosses meu. Talvez eu só precisasse de alguém, e acreditasse, então, que aquele alguém era você.
Talvez hoje, eu nem queira mais lembrar da tua voz, e quem sabe hoje, eu não me lembre mais de você.

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